Páginas

Mostrando postagens com marcador vida. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador vida. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Sobre crescer


Tudo bem. Eu sei que eu só tenho 16 (se você não sabia, pois bem, agora sabe) anos e para muitos, ainda sou considerada apenas um bebê. Um bebê recém-nascido que nem sabe o que o verbo crescer significa. Até consigo ouvir minha mãe falando “você nem conheceu a vida de perto ainda”. Mas, juro que na minha cabeça sou muito mais do que isso, – ainda bem né, maturidade é sempre bem-vinda – bem mais do que apenas uma adolescente confusa.
E como posso não conhecer a vida ainda? Todas essas responsabilidades, esses sentimentos esquisitos, esses amores estranhos, essas músicas ocupadoras de vazios, escola, lidar com pessoas de perto, estudar cada vez mais, futuro, etc. Ufa! Foram apenas uma amostra grátis do que está por vir? Se sim, o que mais está por vir? Não pode ser.
Dezesseis anos é alguma coisa. Eu sei que sim. Todas as idades são. De 0 a 100, não importa, é sempre uma aula da própria Dona Vida que dura por um ano.
Sei lá, em cada idade que eu estive, as coisas sempre pareciam estar encaixadas no lugar adequado e de certa forma com um certo equilíbrio. Eu conseguia aceitar a idade que eu tinha sem problemas nenhum.
Não é como se eu fosse do time “anti-dezesseis”, mas, digamos que eu sou do time “dezesseis-quase-dezoito-caramba-liberdade-uhul-e-agora-eu-faço-o-que?”.
Antes tudo parecia ser mais fácil, vai. Parecia? Aliás, era.
Antigamente aniversários eram coisas bem mais interessantes e coloridas. Representavam uma união bem maior e simbolizavam um conhecimento mais íntimo. Não havia nadica de nada de Facebook criando a íntima para alguns perdidos nomeados de “amigos”. Mesmo assim, sou muito grata por essa rede social (calma Twitter, você sempre será o primeiro e o único para mim).
Voltando ao ponto, eu aceitava a idade que eu tinha sem ter muita pressa para crescer. Ok, talvez não. Eu sempre queria poder assistir um filme para 12 quando eu tinha 10 ou até então entrar num brinquedo cuja a altura necessária para andar eu só teria de um á dois anos mais tarde. Droga.
Hoje em dia, eu gosto de ter dezesseis, mas é tão próximo de dezoito e ao mesmo tempo tão distante, que  acaba sendo rotulada disso e não realmente nomeada por algo x dessa idade. Sei lá, não sou nenhuma especialista em números.
Mas só para ser bem honesta, quem não quer ter 18? Essa daí sim tem um grande e gordo rótulo: Faculdades, pessoas mais velhas, dirigir, ter asas maiores e ser oficialmente o dono do próprio nariz. Para mim tudo isso é uma enorme representação de liberdade. Ah, mas calma. Essa são as partes boas, é claro. A pressão, a organização e a independência estão logo ali virando a esquina também. De salto agulha de preferência, pra dar aquela pisadinha básica no nosso dedo mindinho com mais vontade.
Para falar a verdade, nem sei o que essa tal idade dezoito significa, afinal, nem cheguei lá. Mas para quem está apenas a algumas casas distantes, parece um pote de ouro.
Sei que essa pressa de crescer é meio inútil, afinal, aqui estou eu reclamando e mesmo assim minha idade permanece a mesma desde quando eu comecei a escrever esse texto. Mas a verdade, é que para mim a adolescência é um grande caos.
Ela é um grande tornado que gira constantemente, e que as vezes suga algumas grandes doses de felicidades, mas também é viciada em sentimentos confusos e coisas amargas.
E disso eu já estou bem familiarizada.
Eu quero mais. Sempre quero mais. Quero voar longe. Queria realmente sair e pegar o carro na hora que eu quisesse nem que se fosse para apenas comprar uma casquinha de creme. E sem hora pra voltar. Queria, sei lá, não sei o que eu quero.
Crescer é um pouco disso, não é? Descobrir as coisas com o tempo. Talvez seja isso o que eu procuro. Não necessariamente a idade dezoito, mas sim mais clareza e independência. Quando o tempo me disser, eu digo a você, e se ele te disser primeiro ou até se já disse, me avise. Pode até ser pelo Facebook no meu aniversário, não vou me importar.


quinta-feira, 11 de julho de 2013

Esse é pra você (e para mim) que disse que nada iria mudar


(As pessoas mudam, e depois se tornam pessoas que disseram que nunca seriam)


“Não se preocupe, nada vai mudar.”
E agora?
Já ouvi tantas vezes essa frase que até poderia fazer um filme, ou melhor, uma saga, e até um livro do tamanho de uma enciclopédia. Aposto que você já ouviu também, pelo menos algumas vezes na sua vida.
Calma, calma. Não quero fazer esse texto ser uma coisa depressiva e coberto de nuvenzinhas cinzas. Só acho que ás vezes, o tempo passa rápido demais e a “ficha não cai” enquanto ele está correndo. E só depois de um longo prazo, pós a mudança que não iria mudar, conseguimos ter uma noção clara e também um galinho na cabeça da tal ficha que resolveu chegar.
A maioria das vezes que já ouvi essa abençoada frase – só que não – geralmente foram usadas para casos em que alguém estivesse se distanciando. Seja por estar mudando de escola, de casa ou até mesmo de cidade. Só posso dizer que no meio dessas três experiências que tive, essa frase foi perdendo seu sentido e seu valor. Porque tudo que era nada, no final, mudou. Os exemplos que passei foram:
- Um amigo que prometeu uma amizade igualzinha a que tínhamos enquanto ele estava na minha sala, depois de mudar para outra escola.
- Um alguém bem próximo que decidiu que seu antigo “eu” já não colava mais e uma nova pessoa estava por vir (e talvez, que não combinasse mais com você nem se você mudasse até a cor de seu cabelo).
- Ou até “um você mesmo”.
Mudanças, por mais que possam ser boas ou ruins, são quase sempre, de certo modo, imprevisíveis. Por mais que tentamos nos adaptar a elas, tentando as misturar com nossa situação atual, não dá. Já está no nome. Algo certamente vai ficar diferente. Com uma mudança no meio, nada será completamente igual.
Pode parecer que seja algo bem obvio, mas para mim, demorou um tempo bem longo para eu poder perceber isso.
Ao se falar a frase “nada vai mudar” muita coisa é colocada em jogo. Afinal, nós mesmos, o seres humanos, sei lá, até a Terra, estão em constante mudança.  Tudo está mudando!
Você olha para  a janela no começo da semana,  na segunda-feira, por exemplo, e no final dela, na sexta-feira, alguma coisa já poderá ter mudado na paisagem. Seja pelo maior número de carros passando ou estacionados na rua, a construção de um prédio novo ou sei lá, uma árvore nova.
Sei que o exemplo foi bem ruinzinho, mas, sei lá. Ele serviu para definir o sentimento do momento.
Tudo o que eu posso dizer é que amo e odeio mudanças. Mas no momento, elas estão pesando um pouco demais. Talvez isso signifique  que uma nova mudança interior esteja chegando. Não sei. Já disse que elas são imprevisíveis?



domingo, 19 de maio de 2013

Amizade dupla face

Preciso confessar que já faz muito tempo que estou com esse texto entalado na garganta. Ele vêm me pinicando faz tempo, mas eu simplesmente me fiz acreditar que se eu fingisse que ele não existisse, tudo daria certo no final. 
Pois é, falhou. 
Pelo título talvez você já tenha uma ideia do que está acontecendo, e se não tem, só digo que não tem nada a ver com uma amiga falsa, mas sim um amigo que não é só mais um amigo. Calma, vamos por partes.
É até engraçado porque tudo começou de um jeito muito rápido. Do modo mais rápido possível. E a ideia era começar em partes, com calma, "casualmente" e com frases do tipo "vamos deixar rolar" (Insira sua melhor risada irônica aqui). Mas, não foi bem assim. Talvez nunca seja. Não sei, sou nova nisso. Tudo começou com uma amizade que foi ficando cada vez mais forte, mas ninguém nunca colocou fé nela. Começou com se falar na escola e no chat todos os dias sobre qualquer coisa. Com ele eu falava sobre tudo e vice-versa. Ele falava sobre a menina que ele estava afim e eu falava do menino que me motivava a escrever milhões de textos aqui no blog e no meu caderninho de estante. E assim as coisas iam, um ajudando o outro, e os dois na mesma casa do "amor não correspondido". E foi assim que o problema começou. É, eu estou chamando isso de problema, sim, me deixe. Começa com aquela coisa de "ah, vai ser só uma vez, um único beijo, o que pode dar errado, né?", e eu digo: tudo.
Tudo começa em uma festa, não é? Na minha opinião pelo menos sim, e pelo menos na metade de todos os filmes produzidos no mundo também. De repente, um simples beijo naquela festa virou uma porta sem saída. E dessa porta, várias outras foram se abrindo com uma plaquinha grudada em cada uma delas: "beijo 2", "beijo 3", "beijo tudo-está-indo-muito-rápido-e-vocês-são-só-amigos-o que-você-pensa-que-está-fazendo-4", "beijo 5-em-menos-de-um-tempo-significante" e assim, foi indo. 
É engraçado porque as frases "nada vai mudar", "somos só amigos, né" e coisas do tipo sempre estavam inclusas, mas as direções que estavam sendo tomadas eram opostas. De repente, músicas ganharam sentido, e de repente, um sentimento de uma parte foi aparecendo. E eu juro com os pés juntos que não é meu e nem da minha parte. E o meu talvez, continue com algum outro menino da minha cabeça ou simplesmente não existe para esse meu amigo. É difícil dizer o que realmente está acontecendo porque eu não faço a miníma ideia. Eu só queria que tudo voltasse ao normal, mas eu não consigo fazer isso por medo de acabar a amizade, então eu simplesmente cedo e ceder em uma situação como essa não é bom porque e se parecer que eu estou dando "falsas esperanças" ou coisa do tipo? 
Não tem nenhuma música do John Mayer ou da Taylor que me ajudem a sair dessa. E sim, nem da Taylor Swift! E não há vontade nenhuma de falar isso com alguma das minhas amigas agora porque não estou afim de ouvir um julgamento negativo para o final de cada frase que eu digo.
E eu continuo na mesma, sem saber o que fazer, sem saber falar não e sem saber como eu me sinto sobre isso.
E se esse texto não tiver um final, não me culpe, é que eu simplesmente não sei dar um final para ele agora ou para a minha situação.

sábado, 13 de abril de 2013

Resquício carnavalesco


O relógio havia acabado de marcar 20:00. O alarme soou alto no quarto que estava completamente escuro e silencioso até então. Apenas com uma iluminação falha vinda das estrelas coladas no teto da menina. O barulho era empurrado pelas parades, ficando cada vez mais alto.
A primeira coisa que você deverá saber sobre ela é que ela dormia pesadamente e a festa começaria as 21:30. Seu maior objetivo era chegar na hora e não com três horas de atraso. Se esse era seu maior objetivo, você consegue imaginar na bagunça que a vida dela se encontrava? Ela nem queria sair de verdade, sua vontade era de entrar no mundo imaginário dos cobertores e se envolver apenas com eles, e não com qualquer outro, ou até com outra.
Olivia se levantou jogando as cobertas e seus dois travesseiros no chão, assim ela tentava expulsar a preguiça e as desculpas que ainda não haviam sido usadas para dizer o porque de que não iria pela quarta vez a uma festa. Foi para o banho, e se contentou com o vapor quente e a água como uma consolação. Queria que sua vida estivesse aconchegante desse jeito. Desligou o chuveiro, e deparou-se com o armário para escolher a roupa mais oposta possível da primeira combinação que havia imaginado, rímel, dúvida de cor de sombra, “não, sem sombra”, lápis, batom qualquer. O cabelo estava bom, já era presente naturalmente por causa da cor laranja e dos cachos agressivos. Boa, foi.
Ela não queria vê-lo ou vê-la, ou pior: Não queria vê-los juntos. Não queria inventar conversas e responder que está tudo bem, não queria "pegar alguém" e depois talvez ter que trabalhar numa relação na ligação dos dias seguintes. Mas, queria alguém. Queria ser misteriosa, mas queria se abrir rapidamente. Queria sua cama, mas queria dançar. Queria ficar em casa, mas o táxi já havia chegado ao bar.
Pra variar, ela não percebe todos os olhares que recebe ou a movimentação que causa na multidão enquanto vai passando. Olivia apenas está se sentindo má e perversa. Não quer se relacionar, mas quer entrar de cabeça em uma relação e depois sair correndo sem nem olhar para trás, apenas deixando a pessoa ali, do mesmo jeito que fizeram com ela. Gosta de quebrar corações e virar o mundo de alguém para baixo. Não tem nada a perder mesmo. Ela só é assim porque fizeram isso com ela.
De repente, Olivia para e vê as duas pessoas que a deixaram assim juntas, aos beijos, dançando e aproveitando tudo como sempre fazem. O tempo parou nesse momento. Lagrimas caíram como confete e ela corria mais rápido que as serpentinas jogadas para o alto e seu coração palpitava mais rápido do que a marchinha tocada aos fundos.
Bang. 
O alarme soou no quarto, pelos seus cálculos pela quinta vez. Sentou-se num pulo derrubando tudo que estava em cima da cama. Aquele sonho de novo. Aquele maldito sonho que na verdade era a realidade. Aquele Carnaval velho, com aquele cheiro de bebida e cigarro, com aquelas pessoas e a aquelas lembranças recordadas a cada segundo a faziam mal. Todas aquelas memórias a perseguiam justamente quando ela estava para se libertar. Por isso ela quebrava os corações alheios, foi a maneira de encontrar para reconfortar o seu. A maneira mais injusta de todas. Mas, quem liga? Olivia não. Ela sabe que a culpa não foi dela. E sim deles, sim, aqueles que se beijavam. Aqueles que a deixaram para ficar juntos. Ela os amava. Amava. Agora? Ela se ama de uma maneira ou de outra. E nenhuma das maneiras é boa.

domingo, 7 de abril de 2013

Amor de vizinho



Entrei no elevador suspirando de alívio por chegar em casa. Estava exausta sem ter muitos motivos. Apenas um receio sobre o resultado de uma prova, encanações diárias, fome e vontade de ouvir uma música.
A porta ia se fechar quando um "Espere!" me fez segura-la e ver o bonitinho de cabelos escuros que sempre é meio tímido, mas mesmo assim tenta puxar um assunto durante os 30 e pouco segundos que passamos no elevador. Ah, que ele passa, eu devo ficar pelo menos mais uns 5, 7 segundos.
Seu nome era Vinicius, devia ter uns 17, 18, 19 anos e fazia totalmente o meu tipo. Usava camisas de banda ou surradas e tinha um jeito "to nem aí pra vida", sempre segurava um livro e tinha uma barba mal-feita. Ele era meu vizinho, não de andar ou de porta, mas morava no mesmo prédio, no oitavo andar.
Eu nunca prestei muita atenção pra quem entra/sai no elevador. Eu falo "Olá, bom dia, boa tarde, tchau." mas nunca comentei sobre uma música antes. Até que um dia eu estava ouvindo Yellowcard no Ipod um pouco alto e ele falou que conhecia a musica. Achei divertido e uma coisa meio 500 days of Summer, mas só achei.
Nunca realmente falei com ele. Como disse, ele era tímido ou só desinteressado. Sempre achei que ele tinha cara de Daniel, e eu o meio que o chamava assim (só na minha cabeça, obviamente). Sei lá, seria muito ruim se você se chamasse Daniel? Ou se a gente conversasse mais? Ou sei lá, se o elevador parasse no meio do caminho até o oitavo andar e nos forçasse a conversar direito, e se relacionar, e sei lá ter qualquer tipo de relação? De preferência um romance porque o jeito que seu cabelo escuro cai em cima dos seus olhos é muito bonitinho e atraente.
Sei lá, você deu uma sumida, não te encontro mais nem no elevador. Queria te perguntar por quê, mas sei lá, pra quê, né? Eu não sei nada de você, nem sei direito sua idade. Nem sei se você está na faculdade ou se ainda vai para a academia. Talvez eu iria precisar de mais músicas do Yellowcard para ter a resposta dessas perguntas, mas eu não conheço tantas o suficientes para te encontrar tantas vezes mais.

sábado, 9 de março de 2013

Dia ruim vs. Universo conspirador


Hoje eu estava ouvindo Monomania, da Clarice Falcão. O dia estava péssimo. Era uma sexta-feira que caiu o mundo, eu estava super doente e teria um final de semana com não uma, mas três festas para ir. Ah, e pra dar a cereja do bolo pra situação, to sem luz em casa e meu computador tá com 11% de bateria. E aí? No mínimo difícil, não é?
Enfim, por mais que pareça, o foco do texto não seria reclamar da minha vida. Voltando. Na, música, tem uma frase que diz tudo "Eu já falei, pra mim, jurei até, que essa não seria pra você e agora é". É, mas calma, calma, esse texto não é sobre nenhum dos dois meninos que já escrevi sobre nesse blog! Por mais que, eu queria que fosse pra algum deles.
Na verdade, poderia ser para qualquer um que esteja por aí, mas até o qualquer um não está aqui. Tô com aquele sentimento de vazio. Sabe quando você tem amigos super fofos que te visitam quando você tá doente, uma vida legal, um quarto só seu, pais e uma cachorra fofinha e etc? Mas ainda rola aquele sentimento de algo faltando e no momento o nome dele seria de "sinto falta de gostar de alguém".
Sinto falta de querer ver alguém, de saber que vou ver essa pessoa no dia e sentir meu coração palpitar mais rápido, trocar mensagens, ficar juntos, pensar em palavras boas pra tentar impressionar ou pelo menos criar uma conversa (que renda muuuuita coisa) que no final te faça deitar pensando sobre ela [e na pessoa, e em um beijo] quando você chega no seu quarto. Quero ter isso, quero sentir isso, e quero que seja logo. E sim, eu pensei naquela frase "quando você menos espera, acontece", mas mesmo se eu não esperar, se eu passar esse tempo todo dormindo, viajando, fingindo que não ligo ou até não ligar de verdade, será que ele acontece, mesmo?
Sei lá, eu sei que alguém vai ler isso e falar tipo "Ai, eu te entendo total! Mas a gente não precisa de ninguém", com aquele ar de "solteira sim, sozinha nunca" (mas bem menos brega, eu juro!) ou aquele do tipo "Somos mulheres bonitas, interessantes e legais e algum carinha nos espera por aí". E se você leu isso com a voz de alguma tia ou amiga que espera um princípe encantado ou até a amiga que mais se ilude sua, eu não te culpo porque eu leria também. E esse sentimento de vazio que eu estou sentindo agora não tem muito haver com aquelas frases não.
Tudo bem, não to quase morrendo por estar "sozinha", mas queria muito um abraço mais caloroso e intenso do que de um abraço amigo agora.
E hoje pelo menos, nada está cooperando para eu mudar isso.
Droga.

domingo, 20 de janeiro de 2013

O ponto final



Esses dias eu lembrei de uma música que me definia muito quando eu gostava de você. Todas as vezes que eu a colocava novamente no replay, eu apenas sorria e achava engraçado esse "movimento repetitivo". Porém, já faz um tempo que isso mudou, mudou para melhor.
Se eu mostrasse para alguma amiga minha que estava ouvindo essa música aposto que uma delas falaria "Nossa, você desenterrou essa daí, né?". Não falariam isso por saber que se tratava de você e porque sabem que agora você estava no meu passado, na verdade, elas não pensariam em nada de verdade, só pensariam que a música era de pelo menos 2005.
É até meio irônico elas não saberem relacionar direito que a música era ligada a você para mim. É irônico porque o nome da música é "The Things I'll Never Say". Não era de propósito eu não falar nada a elas, talvez. Acho que não vou lembrar se era ou não porque decidi apagar tudo da memória, esquecer essa ligação e simplesmente seguir em frente. Você foi apagado também. Mas, foi para a melhor, como eu disse.
Lembro de todas as vezes que alguma festa se aproximava eu torcia para que você fosse. Eu imaginava momentos antes de terminar de me arrumar, em casa ainda, se você faria tudo o que você sempre fazia todas as vezes em todas as festas. Você não mudava, era engraçado e talvez um pouco trágico. Engraçado porque era previsível, e trágico porque era previsível também, mas também porque você nunca chegava com algo até o fim, ou porque ninguém fazia nada quando ainda era cedo e poderia dar tempo de algo mais intenso acontecer, ou porque era só legal se provocar e curtir o momento, ou porque, sei lá, você nunca realmente me disse. Seu abraço, seu riso irônico, era legal quando você baixava a guarda e ficava longe dos seus amigos idiotas e falava um "oi", ou conversava, ou sei lá. Era sempre esse mistério chato, ás vezes falso, ás vezes desgastante, ás vezes que não significava nada para você.
Não sei porque quis escrever esse texto. Acho que talvez porque todos os textos que já escrevi te tratavam como um cara incrível, apaixonante e sensacional. E outros, você era terrível, ridículo, egoista, e uns adjetivos bem piores do que esses. Na verdade, não sei direito qual desses você realmente é. Acho que pelo menos um bom e um ruim desses descritos com certeza você pode ser. Mas, percebi que nunca escrevi um texto "neutro" que não diga nada de você, só diz um pouco de mim e do que eu senti.
Agora, você não é nem bom, nem ruim. Não trás mais nada que se tornará uma memória legal ou que me faça chegar em casa, jogar os sapatos no chão e deitar na cama no escuro, olhando para o teto e revivendo tudo novamente na minha cabeça o que aconteceu. Nada que fará eu comentar com uma amiga ou até com a minha mãe.
Você é você, sabe? Passou. Foi um tempo longo, eu admito, mas passou.
Acho que não há mais nada para se dizer, e finalmente acabou, você é agora um ponto final. E somente isso.

sábado, 5 de janeiro de 2013

Olá, 2013

Bom, to meio atrasadinha pra fazer esse texto, é verdade, mas vamos lá!
Finalmente um ano novo, um novo começo, possivelmente um começo de novas mudanças se realmente seguirmos nossa "listinha de desejos", não é?
Sinto que esse ano vai ser muito bom. Não sei porque, mas eu não senti isso quando 2012 começou. Sei lá, parece que 2013 tem tudo para dar certo! Acho que isso é uma coisa minha e sinto que é um bom sinal. Sinto que estou realmente com vontade de fazer as coisas acontecerem de um modo "redondo" e certo. Bom, mas é claro que terá erros, choros, corações partidos, loucuras da escola, medo da monografia, do meu primeiro Enem (pois é, sou bebê), muitas provas (da escola e provas da vida, mesmo), pessoas novas, despedidas. Uau, tem muita coisa pela frente. Vem que tem, 2013!
Espero que esse ano eu consiga alcançar muitas metas minhas, incluindo o blog, que é meu mais novo amor, e vou ser sincera com vocês, blogs eu já tive de montes e estão todos cheios de teia de aranha e aqueles fenos de filmes de faroestes rolando por eles. É triste, mas sempre dava algum probleminha ou um ataque de preguiça que me impedia de rolar meus dedos pelo teclado e escrever algo legal (#deprê).
Espero também que esse ano eu consiga me relacionar melhor com todos e fazer coisas que eu ando enrolando a anos. Tipo academia, teatro, e não sei mais o que, mas sinto que falta algo que não me recordo. Ah, isso, voltar com o violão e fazer piano.
Sei lá,  espero que dê tempo de fazer tudo isso sem ter um ataque de nervos ou perder alguns parafusos durante esse percurso grande que passa rapidinho.
Passa rápido.
Acho que é isso, esse ano vai ser de mudanças. Simples e complicadas. Internas e externas. Estou decidida e espero levar isso pra frente. Se você quiser, podemos fazer isso juntos, para, sei lá, dar uma forcinha a mais e para não desanimar. É importante seguir em frente e seguir com o que quer.
É, vamos lá, começou de novo.





segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Todos vão para frente e eu fico.


Oi, gente
Bom, esse texto não vai ser a coisa mais feliz do mundo, admito. Sabe quando você passa por aqueles dias onde você sente que tem uma nuvem cinza chovendo em cima da sua cabeça? Eu estou assim.
Eu não sei porque, mas sinto uma sensação de um vazio esquisito e uma vontade de sumir. Assim, de sumir mesmo, de largar tudo e simplesmente ir embora.
Porém, ir embora para onde? Eu sempre brinco com coisas do tipo "Chega, cansei, quero ir pra Marte" ou "A Terra não dá mais para mim", essas coisas bobinhas e sem graça, porém, sei lá, esses dias eu estava querendo que fosse realmente possível ficar sozinha num planeta, lugar, galáxia qualquer.
Enfim, vamos tirar toda essa astronomia do texto e voltar para o foco: Eu sinto ás vezes que todo mundo está evoluindo, se encontrando, fazendo coisas novas, se realizando e eu estou apenas lá. "Lá onde?" você pode estar se perguntando. Bem, lá, lá. Simplesmente ali no canto fazendo nada ou fazendo nada demais. Apenas lá. Apenas assistindo, ou apenas achando que o que eu faço não é tão legal, bom, ou interessante.
Eu sinto que eu tenho tudo, que não preciso de nada, mas algo falta. Não é algo material, talvez seja algo meu. Dentro de mim mesmo. Do tipo poder amadurecer mais rápido ou pouco mais, do tipo ser menos tímida e chegar e falar "oi"na cara de pau mesmo, para uma pessoa que eu sempre "admirei" ou olhei ou até para algum "cara" no chat, em uma festa, ou na rua.
Sinto que coisas precisam acontecer, mas não sei o que. Sinto que corro atrás delas e algumas até acontecem, outras simplesmente falham e me fazem sentir como se eu tivesse corrido em círculos por todo aquele tempo. E isso me frustra, e eu jogo um peso em cima de mim de vez em quando porque falhei.
Eu sei que todos tem seu tempo, mas eu cansei de um jeito tão profundo agora que até me irrita. Queria poder voar pra longe, de olhos fechados e nem sequer pensar em olhar para trás. Eu queria acelerar o tempo e ver o que aconteceria, se eu estaria do jeito que eu queria estar, como escrevi lá em cima, ou se sei lá, algo totalmente inesperado aconteceu.
Enfim, vou ter paciência, respirar fundo e tentar me contentar com o agora. Estava ouvindo uma música, e nela, tinha uma frase que me inspirou para fazer esse texto e até tirou um pouco do tal peso de  mim. A frase é "Aponta para a fé e... rema".








quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Como andam as promessas de 2012?

Oi gente!
Bom, esses dias eu estava pensando em todas as promessas que eu disse que faria em 2012 e que as cumpriria até o final do ano. Foram muitas. Foram muitos desejos, muitas vontades, muita coisa que eu gostaria que mudasse e muita coisa que eu gostaria que mudasse em mim. É sempre assim, não é? Sempre achamos que em 365 dias dará tempo de cumprir tudo o que queríamos fazer e que teríamos paciência e a dedicação necessária para riscar cada item da lista mental ou no papel mesmo, de promessas. Pois é, mas isso falha, pelo menos pra mim.  E aposto, que isso aconteceu já com você. Aposto não, tenho até uma quase certeza.
Alguns itens podem ser riscados da minha lista, por exemplo, em conhecer gente nova, em fazer uma mudança no visual, em se dedicar mais, em ser melhor em um aspecto x, mas eu também escrevi que eu estaria com alguém, que eu seria mais calma, que eu teria mais coragem (seria mais fearless, como diz a Taylor Swift) , que eu não precisaria de muito para alcançar aquela tal felicidade, que eu seria mais leve, etc. etc. etc. A questão é, não dá. Não é possível fazer uma lista com um limite de tempo, e sejamos honestas, 1 ano é muito pouco! Passa rápido e a gente nem se dá conta. Sério, já parou pra pensar em como esse ano voou e já estamos quase na reta final de 2012? É chocante! O tempo passou, o tempo está terminando e essas promessas só aumentam e pedem mais tempo.
Enfim, penso que começarei a fazer essas promessas de ano em ano com uma urgência: As promessas serão cumpridas e irão se realizar, porém elas serão realizadas em um período maior do que apenas 365  dias. Não importa se elas levarem 1 mês ou 15 anos (acontece, né?). Pensa que talvez elas não se realizaram porque muita coisa ainda precisa acontecer, você precisa se dedicar, ou até amadurecer, crescer, cair, e essas coisas clichês e irritantes que sempre estão certas no final ou na maioria das vezes.
O texto todo é bem clichê, realmente. Mas só agora que eu me dei conta de uma coisa tão obvia que é: essas coisas levam tempo. Tudo leva tempo. É complicado.
Mesmo assim, não dá para ficar insatisfeita com algumas das coisas que já foram cumpridas. É um começo! Com força de vontade e uma precisa força interna riscaremos bastante itens dessa tal lista. Com ajuda ou sem ajuda, com amigos, com músicas, frases inspiradoras, sei lá. Minha lista de 2013 vai ter um pouquinho de todas as listas que eu fiz desde meus 12 anos e pouquinhos até o ano 2000 e x.


É isso. Ah, mas calma, já estou planejando os itens da lista de 2013!




terça-feira, 9 de outubro de 2012

A cadeia alimentar do amor



Todo mundo já passou pela situação da "Cadeia Alimentar do Amor", não é? Espera, você não sabe o que é isso? Pois bem, você talvez não saiba de nome, mas já deve ter passado por isso ou já viu alguém passar por isso. Ela funciona do típico jeito de filmes: Uma pessoa gosta de uma pessoa x, que não corresponde a ela porque ela gosta da pessoa y, que goste ou não dela, e se não gostar é porque gosta da pessoa z, que enfim, vai talvez gostar da pessoa a (?) ou da x, ou da pessoa y, ou até de você! Nunca se sabe. 
Credo, coisa complexa.
Enfim, isso ocorreu comigo, e isso vai ocorrer com todo mundo pelo menos uma vez na vida. É o jeito das coisas acontecerem. É uma coisa louca que precisa de paciência, pois tudo está em uma constante mudança. Com o tempo tudo muda. Você cresce, você decide mudar de cabelo, de estilo, e pronto mudou. Assim, as outras pessoas podem querer fazer o mesmo (blé, o básico), e assim seus gostos mudarão. Inclusive de quem ela goste, talvez. Ou não. Depende do jeito dela, mas se ela começar a ouvir músicas de break up, chorar e de odiar todo mundo, é provável que sim.
O importante é saber que você pode começar a gostar de outra pessoa ou apenas esperar pelo outro. Ela ou ele podem se tocar de que é perda de tempo e que você sempre esteve lá para ele/a. Não é coisa de filme, não. Pense que os filmes tiraram todas aquelas idéias clichês de algum lugar, eu acho que eram de experiências próprias e da vida. Ou seja, aconteceram de verdade, elas são possíveis se houver jeito, química e conversas.
Pode ser que termine super bem tipo uma coisa meio “You Belong With Me” da Taylor Swift ou uma coisa "I'm Gonna Find Another You" do John Mayer, aí é com o destino.
Não precisa sofrer, por mais que seja bom chorar ás vezes. Não precisa pirar, por mais que seja bom dar uma descontada socando o travesseiro. Apenas, deixa rolar, viva um pouco, relaxa, respira, toma um tempo pra você. Tudo isso resulta em algo. É só esperar e quando você vê, você esquece, e quando não estamos procurando a vida nos trás muitas coisas boas!
Vou fazer isso.

Beijos!!!